segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“Voglio descriverti, caro papà, ciò che sto vedendo in questo stupendo viaggio. Potrò così avere l’illusione che tu sia qui con me e che tu stia guardando le cose con i miei occhi“.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

My Way

  • Meu jeito

  • Composição: Claude François / Jacques Revaux / Paul Anka

  • Bar du Soleil, 1961 - Henry Clarke
  • And now the end is near
  • E agora o fim está próximo
  • And so I face the final curtain
  • Então eu encaro o desafio final
  • My friend, I'll say it clear
  • Meu amigo, eu vou falar claro
  • I'll state my case of which I'm certain
  • Eu irei expor meu caso, do qual tenho certeza
  • I've lived a life that's full
  • Eu vivi uma vida que foi cheia
  • I traveled each and every highway
  • Eu viajei por cada e todas as rodovias
  • And more, much more than this
  • E mais, muito mais que isso
  • I did it my way
  • Eu fiz do meu jeito
  • Regrets, I've had a few
  • Arrependimetos, eu tive alguns
  • But then again, too few to mention
  • Mas então, de novo, tão poucos para mencionar
  • I did what I had to do
  • Eu fiz, o que eu tinha que fazer
  • And saw it through without exemption
  • E eu vi tudo, sem exceção
  • I've planned each charted course
  • Eu planejei cada caminho do mapa
  • Each careful step along the byway
  • Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho
  • And more, much more than this
  • Oh, mais, muito mais que isso
  • I did it my way
  • Eu fiz do meu jeito
  • Yes there were times, I'm sure you knew
  • Sim, teve horas, que eu tinha certeza
  • When I bit off more than I could chew
  • Quando eu mordi mais que eu podia mastigar
  • But through it all when there was doubt
  • Mas, entretanto, quando havia dúvidas
  • I ate it up and spit it out
  • Eu engolia e cuspia fora
  • I faced it all and I stood tall
  • Eu encarei tudo e continuei de pé
  • And did it my way
  • E fiz do meu jeito
  • I've loved, I've laughed and cried
  • Eu amei, eu ri e chorei
  • I've had my fill, my share of losing
  • Tive minhas falhas, minha parte de derrotas
  • And now as tears subside
  • E agora como as lágrimas descem
  • I find it all so amusing
  • Eu acho tudo tão divertido
  • To think I did all that
  • Em pensar que eu fiz tudo
  • And may I say, not in a shy way
  • E talvez eu diga, não de uma maneira tímida
  • Oh no, oh no, not me
  • Oh não, não, não eu
  • I did it my way
  • Eu fiz do meu jeito
  • For what is a man, what has he got?
  • E pra que serve um homem, o que ele tem ?
  • If not himself, than he has naught
  • Se não ele mesmo, então ele não tem nada
  • To say the things he truly feels
  • Para dizer as coisas que ele sente de verdade
  • And not the words of one who kneels
  • E não as palavras de alguém que se ajoelha
  • The record shows, I took the blows
  • Os registros mostram, eu recebi as pancadas
  • And did it my way
  • E fiz do meu jeito.

sábado, 7 de maio de 2011

Tu es ma came...

Se você soubesse como me deixa…
ao simples som de sua voz, fico sem saber o que fazer comigo,
sua vóz continua sendo o meu son preferido, que a tempos não escuto mais.
Seu toque queima em minha pele, sua presença é simplesmente perturbadora, enebria meus sentidos.
Quando te vejo, não consigo pensar, emitir palavra…sou toda sentidos e sentimentos… à flor da pele, nervos, músculos
e intenções expostas
Sua existência, nossa história e vidas paralelas são insuportáveis para mim.
Você me estraçalha. Física, moral e emocionalmente.
Me encontro aos pedaços… e cada um deles, espalhados pelo chão deste quarto, clama por você
Por favor, não deixe isso morrer…
Te suplico: preciso de sua mão forte para segurar a minha, e para calar a minha boca quando for necessario.
Sempre gostei de responder aos meus instintos, de ceder aos meus desejos de última hora, de repente….
Eu sempre quiz estar onde estou, sempre.
Meus instintos, desejos e paixões são as únicas coisas na vida as quais me submeto inteira e completamente.
Nosso romance me enlevava, eu me apaixonava cada dia mais, me sentia em um filme,
ou me imaginava em algum espetaculo ao vivo, porque entre a gente era tudo muito belo e plástico, perfeito,
como se estivéssemos posando constantemente para fotos, tudo isso naturalmente, sem querer. Era realmente lindo.
Toda minha vida toda minha pele te reclamam
Diria-se que você escorre em minhas veias...
Termine de ler, e então, me deixe. Por favor.
Um tempo. É tudo o que precisamos…I want you. So bad.
Você é um homem maravilhoso, e se tiver sorte, não vai me ver nunca mais.
[...]

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Candymexicanboy.

Pisciano...logo vi, regido por Netuno, o Deus Netuno, o "fertilizador" da mitologia, senhor dos terremotos, do mar cor de vinho, traiçoeiro e cheio de ilusões profundas e intensas como o mar que é teu elemento... Cuidado com Netuno mocinha, pensei.
Sabe, tive vontade de fazer alguma coisa por ele. Mas eu só tinha uma vaga numa pensão ordinária
a chave de uma cabana mal assombrada e um número de telefone sempre fora de área.
Meus cabelos presos na nuca, vestido azul sujo com o sangue dele e molhado pela chuva, era uma moça com olhos de quem
está suportando, uma tarde extremamente chata.
Então ele ficou me olhando com aqueles olhos meio fatigados de quem também está suportando uma tarde extremamente chata,
só para ver uma moça que já tinha visto antes. Eu.
Quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? (Nós nos perguntava-mos em silêncio)
Tudo era recíproco - até o medo de ferir, e este cresceu junto a nós, para então explodir num silêncio súbito;
Ou talvez estivessemos realmente destinados um ao outro, e mesmo sem o álcool, ou numa rua repleta de estranhos saberiamos nos encontrar.
Ou não.
-Eu encostei a cabeça no ombro dele.
-Ele apertou mais forte a minha cintura.
-Eu coloquei meus pés sobre o dele.
-E ficamos assim, rodando meio tontos... localizando, sitiando.
A pior parte?
Eu parada na porta às quatro da tarde.
Ele indo embora.
Eu me perdendo então desamparada entre cigarros e garrafas vazias.
Ele indo embora...
Ele não podia saber que a vodka era ele, que a água era ele, a montila era ele, a madrugada era ele, e até as flores, ou mesmo a pscina com sol, ou sem sol, era ele.
Às vezes quando ainda valia a pena, eu ficava horas pensando que podia voltar tudo a ser como antes;
Mas ao menos agora, eu quero ser como eu sou e como nunca fui e nunca seria se continuasse.
De todos os dias seguintes, só guardei três gostos na boca — vodca, lágrimas e montila.
Pensei, que seria capaz de usar até a minha pele para construír um cavalo branco para aquele príncipe.
Mas ele não queria, acho que ele não queria.
Agora estou toda madura repetindo: isso-passa-questão-de-tempo-tudo-bem.
Cá entre nós: fui eu quem sonhou que você sonhou comigo?
Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça...
p.s. eramos tão jovens, tão caretas e carentes, estavamoss tão perdidos no meio daquela fantasia sub-mexicana prestes a acabar.
p.p.s. Fevereiro seja melhor e supere todas as angústias, medos, inseguranças e azar de um janeiro fodido.

domingo, 26 de dezembro de 2010

" Só você é Real ! "

Eu sou uma chama incandescente, descontrolada, totalmente guiada por meus desejos e instintos.

Sou escrava deles. E sou porque assim quero ser. E sou porque minha maior satisfação é deixar-me ser guiada por eles.

Assim sou porque me sinto completa e afortunada quando a lascívia da minha’ alma é concretizada através de meus atos.

wasn’t born to lose you. I want you, so bad. ♥

Taí. Eu não quero saber. Eu não quero saber o que é possível e o que não. Eu não quero saber o que é sensato. Muito menos o que é certo ou errado.

Tudo aconteceu tão fora de ordem e lugar…mas, não é assim que é a vida, afinal? Indomável. Imprevisível. Impossível de se controlar ou prever. E é justamente neste ponto, neste vórtice inexorável que habita sua beleza selvagem… a vida é uma vadia infrene.

E eis que algo aconteceu. Nossos olhares se cruzaram. Inapropriado. Proibido. Não agora. Não agora em tempos de recomeços e reconstruções.

Nos tocamos. Toque leve e quente como o veludo, doce e lento como o mel. Eletrizante, inflamável. Não agora. Oh, Deus..não agora.Quero deixar tudo fluir, tomar o rumo certo. Tudo deve permanecer como sempre esteve. Mas qual o rumo correto, afinal? Tudo o que é sólido se desmancha no ar.

Se fossem olhares apenas, mas nossas almas se encontraram. Numa daquelas colisões transcedentais, mágicas, estupidamente fantásticas, aflitas, urgentes. Uma verdadeira catástrofe.

Decidir ceder fue una locura, por ti para mi...
Nunca te vi, que não tivesse o desejo de te rezar. Nunca te ouvi, que não tivesse o desejo de acreditar em ti. ♥

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Charles Baudelaire

É preciso estar sempre embriagado. Isso é tudo: é a única questão. Para não sentir o horrível fardo do tempo que lhe quebra os ombros e o curva para o chão, é preciso embriagar-se sem perdão. Mas de que? De vinho, de poesia ou de virtude, como quiser. Mas embriague-se. E se às vezes, nos degraus de um palácio, na grama verde de um fosso, na solidão triste do seu quarto, você acorda, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, pergunte ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunte que horas são e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio lhe responderão: É hora de embriagar-se! Para não ser o escravo mártir do tempo, embriague-se; embriague-se sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude, como quiser...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Year Like This One.

  • After a year like this one

    I'm surprised I did not hate your guts
    And after a year like this one
    I'm surprised I still love music just as much
    After a year like this one
    I'm suprised I did not eat my arm
    After a year like this one
    I'm sorry if I'm not cordial to everyone
    After a year like this one
    I'm surprised I am convinced at all
    And after a year like this one
    I do not roll my eyes at the cynical
    After a year like this one
    I can't help but wonder how they've been
    And after a year like this one
    I think I'll leave it all to my next of kin
    After a year like this one
    I'm suprised we're all not weeping drunks
    And after a year like this one
    I want you to choose the restaurant
    And after a year like this one
    I'll need a good whole sixteen months alone
    After a year like this one
    I think I'll make the west coast beaches my new home.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

    • A vida é qualquer coisa que você imaginar que a vida seja -É um anel de diamante, um casamento imaginário no méxico, é uma visita no apartamento dos seus melhores amigos gays, é ler tarô completamente bebada, é ter um romance por telefone, msn e twitter, é chegar em casa dopada de dramin, e dormir. zzzZ...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

  • A vida é qualquer coisa que você imaginar que a vida seja - é madrugada de terça-feira pós segunda de folga,é um dente de leão voando em dupla,é o seu melhor amigo preparando o jantar,é se embriagar com seis latinhas de cerveja,é se sentir estranha por não ter o corpo fechado com tatuagens,é acender velas aromáticas,se aconchegar em almofadas de seda cor de rosa,e ler um romance "água com açucar" até pegar no sono...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

  • A vida é qualquer coisa que você imaginar que a vida seja - uma fotografia, um beijo, você imaginando alguém imaginando alguma coisa, um caderno com desenhos, cartas de tarô, um monte de coisas que queria te mostrar, um avião em cima de uma árvore, uma música, um parafuso perdido no meio da rua, cinco mil baratas paranóicas, um suco de beterraba com laranja, uma sexta-feira de céu azul claro e você chegando em casa...

domingo, 7 de junho de 2009

O Rosé da Maison Veuve Clicquot ...

  • Porque você não namora? é essa frase que vem me atormentando nesse mes de terror aos solteiros. Eu ja respondi porque não quero namorar em um post antigo... as pessoas continuam indignadas...Poxa.Eu não namoro porque eu amo ouvir essa pergunta,e alias nós estamos loucos para namorar mas a esposa dele não aprova a idéia... Sem contar que prefiro o glamour de ser solteira e fim de papo.Eu sei que um relacionamento pode ser bem glamuroso também,mas o glamour de um namoro dura algumas semanas apenas e...
  • Não há amor que resista ao fim do glamour. Quanto falo esta palavra, não estou pensando na revista Wallpaper e nem na vogue ,nem na "São Paulo Fashion Freak". Cada um tem sua própria noção de glamour.
  • Para mim, levar uma vida glamourosa significa apenas ouvir o disco do chico buarque tomando café, dançar dentro de casa, folhear juntos revistas antigas e falar sobre o livro que está lendo. Tem coisa mais glamourosa do que sentar com o boff em um café e trocar teorias malucas sobre o mundo, os dois maravilhosamente bem vestidos (com tênis velho e muito estilo)? Eu acredito que não.
  • Se essas coisas começam a acabar...fico pensando em separar. A vida é muito chata sem glamour. E namoro e casamento fazem parte da vida, como se sabe.
  • É muito mais fácil ter glamour quando a gente está sozinha(Eu curto ser solteira pô). Solteiros, vamos a festas com um grupo de amigos loucos e nos perdemos de táxi[fazendo a Angelica ], criamos elegantes mesas da tristeza (com pessoas inteligentes e melancólicas, tomando café com conhaque e fumando marlboro) e frequentemente dizemos a frase: "A minha vida daria um ótimo seriado de TV." Quando eu digo isso, mesmo se tudo estiver por um fim, pode ter certeza de que estou feliz. Feliz por quê? Ora, por que estou levando a minha vida com glamour...
  • Se você casa ou namora e pára de se empolgar com coisas como encontrar amigos na rua e não fica mais triste junto com o boff ouvindo musica melacueca, o amor acaba. Os seres humanos possuem uma carga genética que os faz pensar que, passado um tempo, aquela pessoa é dela e pronto. Acontece que ninguém é de ninguém (oba!). Esse gene faz com que a gente ligue o foda-se quando se apaixona. "Eu estou amando, então, foda-se." E, aos poucos, você vai abandonando as mesas da tristeza, os almoços de domingo e começa a ouvir do seu boff um "hum hum" quando você conta que comprou um antigo disco de seila quem chiquérrimo e pergunta se ele quer escutar. Tem coisa mais triste que ouvir música sozinha enquanto a outra pessoa vê televisão? Tem coisa mais triste do que viver com alguém que não vai ver [The Big Ben Theory http://www.youtube.com/watch?v=iLQ9PPS3s34] com você? Eu acredito que não. Prefiro ficar sozinha embaixo do cobertor tomando capuccino e falando glamourosamente com meu melhor amigo no telefone do que ter que conviver com a absoluta falta glamour.
  • É assim mesmo. O amor acaba quando acaba o glamour. E aí a gente precisa chorar com uma ótima trilha sonora e gritar que vai cortar os pulsos em X! Se separar. E recuperar o glamour que traz a alegria de viver, é claro.

Sugestão do dia, para ter um glamouroso dia 12 de junho com seu "amor"...

  • Para o Dia dos Namorados, a Veuve Clicquot está vestindo o seu champagne rosé com o elegante e cheio de glamour Ice Dress. Elaborado com um material de alta tecnologia, o Ice Dress alcança o gargalo da garrafa e é finalizado com uma fita amarela pespontada. Outro detalhe que vai chamar a atenção dos românticos é a dupla etiqueta em couro: amarela para ele, rosa para ela. Este presente pode ser personalizado com um cartão “Love Forever”. Basta assinar e inserir em uma das etiquetas.
  • Para os românticos inspirados, Veuve Clicquot também incluiu um cartão em branco para que essa “mensagem na garrafa” seja enviada pelo do correio, deixada na porta de casa ou entregue na mesa de um casal apaixonado, é uma interpretação moderna de uma carta de amor.
  • O Ice Dress é o presente perfeito para aqueles que gostam de celebrar com champagne ao ar livre e querem ficar seguros de que a garrafa vai estar na temperatura correta por até duas horas. A Veuve Clicquot foi inovadora ao comercializar pela primeira vez um Champagne Rosé em 1775 e volta a fazer história com o re-lançamento deste estilo.
  • O Rosé da Maison Veuve Clicquot é um vinho delicioso e frutado, sua magnífica cor adiciona um toque ousado a esse champagne que deve ser apreciado com uma jóia.
  • Preço Sugerido: R$280,00 Será vendido nas melhores lojas de vinho do Brasil . [imagem no começo do post]
  • Espero que eu tenha um namorado glamouroso que me de uma garafinha de Rosé da Maison Veuve clicquot...[Aiiii sim,vale a pena namorar com o camarada, "caso contrario continuo encalhada!"]
  • (que não seja imortal posto que é chama... mais que seja glamouroso enquanto dure) by Perla taboada².

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Loucura ,loucura ,LOUCURA...

  • “A loucura é um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, que continua presente”.
  • Estava um pouco reclusa esses tempos então resolvi alugar filmes e analiza-los enquanto assistia...estar sozinha me deixa louca! precisava me ocupar ...
  • Não sou psicóloga. Mesmo que as vezes acredite que seja. Deve ser loucura minha isso. Também não sou estudiosa do tema. Apenas curiosa. Mas, o fato é que a loucura, em todas as suas formas, espanta-me na mesma proporção que me encanta.
  • Pensei nisso dias atrás, após uma visita ao Hospital Tereza Perlatte [que fiz na minha folga dessa semana ]. O Tereza Perlatte é o "Sanatório" de Jau. Já ao lado do portão de entrada, uma senhora, sentada no chão, toda nua, deu-me uma espécie de boas vindas. No interior, um grito aqui, um cumprimento diferente ali mas, de resto, tudo “normal”, como numa qualquer instituição médica. Com alguns conversei no pátio, contam histórias interessantes que cheguei a acreditar. Segundo os profissionais do local, alguns mais “louquinhos” ficam nos quartos, “fazendo coisas que até Deus duvida”.
  • Sei lá eu se Deus frequenta o Tereza Perlatte. Mas, o fato é que a loucura no cinema sempre funcionou bem. E como o cinema tem a incrível capacidade de, por exemplo, fazer que torçamos para que um determinado vilão mate uma porrada de gente, também nos pegamos torcendo para que algum maluco cometa um monte de atrocidades na fita. Quem aqui não se mexeu na cadeira e se deliciou com as insanidades do Coringa de Heath Ledger?
  • Na verdade, os heróis são, na maioria, muito chatos. Tão certinhos que chegama irritar-nos. E talvez o fato de sabermos que no final o fortão vai mesmo salvar a mocinha dos braços do psicopata nos acalente. Mas, claro, nem sempre é assim. Excetuando o primeiro Silêncio dos Inocentes, onde já começa preso, o doutor Hannibal sempre dá um jeito de escapar, e ainda jantar o vilão do filme, quase sempre, pasme, um policial a fim de por fim em suas doiduras. E nos deliciamos com ele.
  • O personagem Patrick Bateman tinha mesmo que enlouqucer, conforme aconteceu em O Psicopata Americano[filme incrivel]. Era um empresário dos anos 80, da tal geração yuppie, e adorava músicas do Phil Collins. Ai, até eu. Mas, não é dele que quero tratar. E nem de Leatherface, aquele idiota de O Massacre da Serra Elétrica[detestei]. Melhor falar de dois dos mais interessantes malucões que a sétima arte nos deu. O primeiro é Norman Bates, um personagem que só poderia ter saído de um filme de Alfred Hitcock. Norman foi, provavelmente, o grande psicopata do cinema, e até hoje inspira muitos outros (até o Beiçola, de A Grande Família tem muito dele, principalmente no ato de vestir-se com as roupas da falecida mãe e assumir a sua personalidade). E a história de Psicose é simples: uma mulher, depois de dar o golpe no chefe, foge com a mala de grana. Para fugir da polícia em seu encalço, pega uma antiga estrada - praticamente sem trânsito após a construção da nova rodovia, e escolhe para descansar justamente o Motel Bates, dando de cara com Norman. Hitcock, como sempre, sabe conduzir as nossas emoções, e a cena em que a moça é apunhalada no chuveiro é simplesmente genial, e uma das mais copiadas e admiradas de todos os tempos.
  • Outro adorável louco é Jack Torrance. Interpretado por Jack Nicholson, um mestre em interpretar desajustados, e dirigido por Stanley Kubrick (talvez o mais loucos dos cineastas), O Iuminado conta a história de um homem que vai enloquecendo aos poucos, se tornando perigoso, agressivo. Kubrick dirige seus filmes com mão de ferro, de forma absolutamente autoral (tanto que virou sinônimo: “este filme é bem Kubrick), e a atuação de Jack Nicholson é deslumbrante e assustadora.
  • Claro, as ciências que estudam esses fenômenos da mente talvez não concordem com a visão do cinema. Philippe Pinel (outro que virou sinônimo: “aquele cara é meio pinel) mudou o entendimento de loucura anexando à razão, separando o louco do criminoso. Ja Heggel talvez tenha inspirado Renato Russo, de quem roubei o título deste texto ao dizer que “a loucura é um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, que continua presente”.
  • (Sugestão do dia: ouça Shine On A Crazy Diamond, de Pink Floyd, composta em homenagem ao fundador da banda, Syd Barret, que havia enlouquecido.)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Amor em tempos de ceticismo

Pirando num livro de drs cowan/kinder. Se alguém o fosse descrever, talvez dissesse “é um livro de auto ajuda no amor”; e essa seria uma definição que muito provavelmente me afastaria desse livro. Porque eu sinto que falar bem de amor é algo quase impossível nos dias de hoje. Porque as últimas coisas que eu li sobre esse tema não me trouxeram nada de novo e eu achei sacal aquele amontoado de lugares-comuns superficiais, e fez com que lá no meu íntimo eu considerasse esse papo bem chato e irrelevante. É um assunto óbvio. E conseguir olhar diferente pra algo óbvio é bem difícil. Mas eis que me deparo com esse livro, que é o relato de mulheres inteligentes que são "viciadas"em relacionamentos frustrantes, mostra táticas e modos de lidar com as situações amorosas em geral e com os homens em particular. E é aí que a coisa fica mais intensa. Eles se dedicam a decifrar a personalidade dos homens e mulheres, numa viagem psicológica através dos pequenos atos e pensamentos e aspirações românticas de cada um. Tô no comecinho, mas já fui fisgada. Este livro me caiu nas mãos por meio de uma amiga de trabalho psicologa, que compartilha comigo não somente o gosto por coisas desse tipo mas também a sensação de que eles, os livros, devem correr mundo e passar por pessoas diferentes; e ainda a mania de grifar frases e sentenças que chamam a atenção. Contei a ela que sempre me senti meio culpada por isso, por sublinhar e fazer anotações nos rodapés de todos os livros que realmente me tocam. Achava que podia os estar estragando, maculando com meus próprios pensamentos os escritos de outro alguém, ou pior: condicionando o próximo leitor a prestar atenção em coisas que eram importantes só para mim. E, ao contá-la isso, me dei conta de um medinho lá no fundo. Grifar nos revela. Ela concorda, mas não acha perigoso. Acha que grifar nos revela de algumas maneiras que abrem outras perguntas. Eu vou ler este livro na vibe dele, sem pressa. Parando de vez em quando e fechando a página pra ficar olhando pro nada. Ela também lê com calma; volta umas páginas, escreve partes num pedaço de papel e guarda na carteira. Em tempo: o livro se chama “Mulheres inteligentes escolhas insensatas".

domingo, 3 de agosto de 2008

"Espasmos finais..."

...E de repente já não havia saída. estava eu presa em mim mesma, socando minhas paredes, tentando me vomitar. e eu não era nada do que esperava ser um dia. e o meu fracasso emocional me consumia, lançava minhas forças ao vento. e o vento tinha cheiro de camomila, e se eu fechasse os olhos tudo seria tão amarelinho que poderia até acalmar. mas eu tinha medo de morrer num milésimo de segundo que fosse entre um piscar e outro.então lá estava eu: olhos abertos e ressecados por falta de lágrima. parecia até que eu temia de tão grandes que estavam. e eu temia mesmo. desconfiava até do tempo que me ajudava a definhar. meu amigo, querido tempo. nao fosse ele, não faltaria tão pouco pra acabar com essa brincadeira doída que é a vida. agora, por exemplo devem faltar menos de minutos. queria um relógio pra ver os segundos, contar até a hora da glória.os relógios mentem. alguns, digo. porque, se notar, eles mostram os segundos como interrompidos por uma pausa entre um e outro. o clássico tiquetaquear. tic. tac. tic. tac. percebe? quando na verdade os segundos são tão grudados que mais justo seria reproduzí-los num "iaiaiaiaiaia". ininterruptamente. para os desprovidos de certa "sacação lógica", idiotas, ali contam-se 12 segundos. ininterruptos.mas não há relógio no recinto. tampouco em meu pulso. fiz questão de me despir de tudo para este momento, deixar de ser como vim a ser um dia. bendito dia em que vim a ser. bendita palmada na minha bunda, médico [obriada querido!]. querida infância, ao menos. não que tenha sido realmente boa, mas é próprio do ser humano fantasiar o passado afim de amenizar o presente na estúpida ilusão de "eu era feliz e não sabia". mentira, sua doida, sua vida foi uma loucura. tua mãe é uma fria cauculista, teus coleguinhas te usavam porque você sempre foi boba. Tua juventude foi numa pindaíba do caralho, a faculdade ?Nem foi empurrada com a barriga e nenhum emprego te pagou o suficiente até hoje.e agora, aos 20, está você - falo comigo mesma, não se ofenda - aí, mais acabada que tua vó aos 80. caramba, meu pai![se estivesse aqui] teria um troço quando soubesse,ficaria se perguntando "onde foi que eu errei?". não foi erro teu, Pai. Digo, nao foi erro teu, pai, com o "p" devidamente minuscularizado. porque o dono do maiúsculo não sei onde estava com a cabeça quando começou tudo isso. deve ser divertido obrigar os outros a viver e ver o desespero que um pouco de ar nos teus pulmões pode causar.mas agora já falta menos que antes. eu deveria ter lembrado do relógio. droga. meus olhos estão abertos e ressecados e eu não consigo parar de pensar. e tenho medo de tentar piscar e não abri-los de novo e não conseguir concluir estes pensamentos ou talvez eu esteja inventando pensamentos com medo de parar de pensar e agora já estou imendando pensamentos sem uma virgulazinha sequer com medo de tentar pensar em outra coisa e então parar de pensar ou esquecer as coisas já pensadas porque afinal pensamentos são tudo o que tenho agora e nunca nunca na vida inteira eu poderia imaginar que flutuar por eles pudesse ser tão instigante por me adentrar. Caramba. eu deveria ter pensado mais. não sabia que dava essa onda toda.vou fecha-los agora. os olhos. talvez os pensamentos fiquem pretos também.olha! é amarelinho do lado de cá. e o cheiro de camomila no ar fez meu desespero desandar, ficar sem pernas, pular pra fora de mim de pára-quedas. Que tosco. depois de quaze morta me descubro que sou quaze poeta.eu deveria ter pensado mais.não sabia que dava essa onda toda.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Garota de dentro...

Lady Black era durona mas tinha medo..E se escondia de sua fraqueza atrás de atitudes tão desprovidas de tato quanto de .. propósito.A típica leoa feroz.Quando percebia que sua armadura estava ficando fina-e ela frouxa--tratava de dar patadas e manter a ordem natural do universo.pisava em qualquer mato antecipando a árvore.Cortava pescoços quando sua neurose avisava que daquela garganta poderiam ecoar algumas verdades afiadas feito facas de sushi,desagradáveis como azia. Um dia , Lady Black sentiu uma necessidade imcômoda, chata. Acordou com vontade de ser gentil.Queria,com uma urgencia de coceira,provocar sorrisos ao invés de carrancas mas não tinha a mínima ideia de como realizar tal façanha.Não tinha idéia da razão do desejo.Desnorteada,saiu da cama e foi refugiar-se num universo mais domável.E foi então que o teclado do computador tornou-se seu melhor amigo,mais intimo até que a dose de cosmopolitan que a acompanhava todas as noites,uma dose.Duas, se os contratempos tivessem desabado sobre ela. Suas sessões tardias eram feitas em segredo,nos horários que ninguém andaria pela casa para pegar um copo de leite. A primeira vez que se sentou na quase nova em folha cadeira almofadada e conseguiu terminar um texto,que fizesse sentido,foi uma aberração:era a sensação de ter parido..sem dor.Ou ter provado bardana e gostado...